Angelo


Nem ouriço, nem raposa.

Angelo

Maré
29/04/2017

Tudo que é vivo, porventura escorre.
Contra a gravidade, nem o Tejo pode.
Mais um dia raia, pela noite emerge.
Junto à correnteza, a natureza segue.

E eu que sempre quis, ser invencível e forte.
Volta e meia cedo, conto com a sorte.
Nado contra o vento, sinto que sou frágil.
Vou contando o tempo, quando posso eu faço.

Sempre chega a hora em que a maré muda.
Proa vira popa, o oceano ajuda.
Visto que a fraqueza é fortaleza enxuta,
Basta outra braçada e a verdade inunda.

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